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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A informação e a educação evitam o uso de drogas

”Enquanto os traficantes (incluindo-se agora os virtuais) vendem drogas, para combatê-los o legislador brasileiro, aproveitando-se da emotividade popular, vende o entorpecente das leis penais novas mais duras ("leis duríssimas", dizem). Delírio puro!

“Os jovens dos países mais civilizados, com economia distributiva (Escandinávia, Canadá, Coreia do Sul etc.), são os mais bem informados e, consequentemente, os que menos usam drogas no planeta. Não existe nenhuma lei impeditiva de serem colocados amanhã mesmo todos os jovens (crianças e adolescentes, todos) em escolas de qualidade, em período integral. Essa é a primeira grande revolução que a parceria público/privada deveria promover no nosso país. Tudo o mais não passa de reformas ou, quando muito, de uma demão de tinta nas paredes gastas do enigmático humano (que resiste enxergar o óbvio ululante).
Promotor compra drogas e pede para entregar no fórum
Flávia Mestriner Botelho
Para investigar o tráfico pela internet, um promotor de justiça comprou maconha e recebeu a "mercadoria" encomendada no fórum criminal em São Paulo. A droga foi comprada por meio de um site localizado nos EUA, postada em Fortaleza (CE) e entregue no "domicílio" indicado.

Cena 1: Numa espécie de recordação da primeira transação eletrônica da história (feita no começo dos anos 70, por estudantes de Stanford e do MIT-EUA, envolvendo maconha), o promotor de justiça Cássio Conserino, responsável pela investigação do tráfico de drogas pela internet, também comprou e recebeu a "mercadoria" encomendada (maconha sintética e pentedrona) no fórum criminal da Barra Funda, em São Paulo (Folha 26/10/14). A droga foi comprada por meio de um site localizado nos EUA, postada em Fortaleza (CE) e entregue no "domicílio" indicado.
Cena 2: A revolução tecnológica + os avanços químicos + a globalização estão tornando quase impossível o controle da oferta e do consumo de drogas. Na era prosaica da produção, as drogas saíam exclusivamente das terras terceiro-mundistas, eram processadas de forma caseira e transportadas atabalhoadamente para o destino final. Hoje, com os avanços químicos e a revolução tecnológica (3ª revolução da história), tudo é processado em laboratórios sofisticados, inclusive nos primeiros mundos, e entregue a domicílio (com total discrição). Delivery e anonimato garantidos! Nos escombros da internet (como comprovou o promotor) há um mundo onde o império da lei é muito problemático (apesar dos esforços das autoridades).


De 3 a 5% da população de todo planeta sempre consumiram drogas, em todos os momentos da História (conforme a ONU). A procura por drogas sempre existiu (e, provavelmente, sempre existirá). Erradicar o consumo das drogas é uma vertigem (um delírio). O que está mudando radicalmente (com a revolução tecnológica e o avanço da ciência química) é o lado da oferta. Incontáveis sites convencionais (visíveis) oferecem todos os tipos de droga imagináveis. Para cada site fechado pela polícia ou Justiça (como o Utopia, na Holanda, em 2/14), brotam outros 10. Os usuários mais precavidos, no entanto, para reduzir os riscos, compram a droga no mundo invisível da "deep web" (que é centenas de vezes maior que a internet ostensiva que conhecemos). A web é como um iceberg: a parte que desponta para além da superfície, visível, não é nem 10% da extensão total do conteúdo existente na rede. Essa camada mais profunda e obscura ("rede das sombras") é conhecida como "deep web". Todo seu conteúdo, normalmente, fica fora do alcance de qualquer mecanismo de pesquisa, como o Google. Só pode ser alcançado por softwares sofisticadíssimos. Nela há de tudo, principalmente tudo que é proibido. Fecha-se um site (como o Silk Road foi fechado em 2013, pelo FBI), abrem-se outros 10 para preencher o vazio (Agora, Evolution etc.). O número de artigos à venda somente nos 18 criptomercados acompanhados pela DCA (Digital Citizens Alliance) passou de 41 mil para 66 mil entre janeiro e agosto de 2014 (Carta Capital).
No site Evolution as ofertas cresceram 20%, para 36 mil produtos, somente nos dois últimos meses - julho e agosto/14 (Carta Capital). São faturados milhões de dólares por ano nesse mercado. Os compradores, do mundo inteiro, usam pseudônimos para não serem identificados. Tudo é enviado pelo correio (com alta taxa de satisfação dos clientes). Garante-se o anonimato. A compra de drogas no criptomercado (cocaína, heroína, maconha etc.), apesar dos problemas, é muito mais segura que nas ruas. O Silk Road 2.0 (que foi reaberto depois de fechado pelo FBI, repita-se) movimentou US$ 1,2 bilhão entre 2011 e 2013, com a comercialização de drogas como haxixe do Marrocos, cogumelos dos Estados Unidos e cocaína da Holanda, e de remédios controlados, aparelhos para espionagem, joias falsas e pornografia.
O anonimato referido fica mais blindado ainda se o comprador usa a moeda virtual chamada "bitcoin", que possibilita a realização de transações cifradas. De acordo com o site Tech Tudo, a Bitcoin é uma unidade monetária online, criada em 2009, e que permite a transferência anônima de valores. É uma moeda descentralizada, ou seja, não conta com nenhum órgão responsável pelo seu gerenciamento. Está fora, até agora, do controle eficaz dos governos e dos fiscos. As transações de Bitcoins são feitas a partir da rede de compartilhamentos P2P (pontoaponto). Elas são geradas por seus próprios usuários, por meio do processamento dos computadores, bastando o usuário instalar o programa necessário para participar da rede de moedas no seu PC (o programa funciona em todos os sistemas operacionais). A medida é uma forma de prevenção contra uma possível crise financeira no sistema de Bitcoin. A moeda é variável e segue as leis de mercado (quanto maior a procura, maior sua cotação). Em 2012, seu valor era de cerca de US$ 9; em janeiro de 2013, valia cerca de US$ 13. Já em novembro deste mesmo ano, a mesma quantidade de bitcoin chegou a valer US$ 1.000. Hoje uma unidade sai por US$ 340, cerca de R$ 990.
(...)
As drogas são maléficas para a saúde (assim como o álcool, o tabaco, o açúcar etc.). As ciências médicas tornaram isso indiscutível. Mas esse não é o único consenso em torno delas: o outro é que aguerra repressiva (decretada em 1971, por Richard Nixon) fracassou, sobretudo nos países terceiro-mundistas, com instituições capengas, onde o império da lei é precário ou praticamente nulo. A repressão não vem produzindo resultados positivos (diminuição do consumo ou da oferta) e sabe-se que ela gera muitas consequências negativas (como o encarceramento massivo de pobres e pequenos traficantes, que constituem 25% dos presídios brasileiros). Pensar de forma contrária é pura emoção e/ou ignorância, que remam contra a maré (numa espécie de nova marcha da insensatez). 
(...)


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pai que perdeu uma filha usa projeto como terapia


Rodolfo Fischer encara o projeto como uma terapia e enfatiza:  “Tudo que foi preciso pagar eu paguei, mas só porque contei com a ajuda de um grupo muito especial de apoiadores”. “Cada pessoa contribui como pode, com serviços, ideias, trabalho manual ou até abrindo mão de lucros por acreditar no projeto. É um prazer.”

►Aqui no condomínio Vila Olímpica temos uma Sociedade, com terreno cedido pelo Estado para:

a) desenvolver os laços de amizade entre os associados, proporcionando-lhes, e às suas famílias, diversões e vida social de conformidade com o seu Estatuto;
b) desenvolver atividades culturais, recreativas e desportivas;
c) defender os interesses de seus associados e pugnar ( lutar ) por seus direitos;
d) desenvolver a ação administrativa do condomínio (n.grifo).

Mas nada disso é feito. Por esse motivo, foi apresentado ao Presidente da Sociedade o esboço de um projeto (até agora recusado) que pode ser implantado em  qualquer condomínio. Devemos lembrar que família, escola e governo devem estar em parceria para uma melhor educação.

A mídia, os empresários, e toda a sociedade entraram no debate acerca do "Rolezinhos". Alguns grupos apoiando e outros pedindo até a ação da polícia quando, o que deveria ser discutido é a forma de  apoiar, educar e orientar os jovens.

O que pode ser feito dentro dos seus condomínios ou das vilas, com as Associações.

Divulgue essa ideia.

Depois de perder filha, pai constrói parques acessíveis e públicos para homenageá-la
CLAIRE DUMAS

Rodolfo Fischer, o Rudi, quer erguer vários parques em que crianças com e sem deficiência possam brincar juntas – e, assim, homenagear Anna Laura, sua filha.

“Na verdade, a palavra ‘inclusão’ não é boa. O ato de incluir parte do pressuposto que alguém está excluído e, se tratando de crianças com deficiência, ninguém está excluído. Todas são diferentes, mas fazem parte do mesmo grupo que as crianças sem deficiência. Afinal, são todas crianças.”

Quem defende essa ideia é Rodolfo Henrique Fischer, o homem que quer inaugurar quatro novos “parques acessíveis” por ano em várias cidades do país. O primeiro será inaugurado no próximo sábado, 25, em São Paulo (no dia do aniversário da cidade), em homenagem a Anna Laura, sua filha.

Recomeço

Rudi, Claudia e a então pequena Anna Laura. “Tudo que fazemos hoje é em nome dela. É nossa homenagem. É nossa terapia.”
Rudi, como Fischer é conhecido, era um trabalhador do mercado financeiro que havia decidido passar mais tempo com a família quando foi surpreendido por uma grande perda – Anna Laura, filha dele com a psicóloga Claudia Petlik, sofreu um acidente e faleceu aos três anos de idade.
“Estávamos com uma viagem marcada para Israel, para um evento de família, e decidimos mantê-la mesmo depois do acontecido”, lembra o pai. “Lá, conhecemos uma associação que tinha o objetivo de integrar comunidades de religiões diferentes e que tinha um pequeno parque com um único brinquedo inclusivo no meio. Achamos fantástico e pensamos em trazer essa ideia para o Brasil”.
Aqui, a ideia ganhou a forma de uma homenagem a Anna Laura. Foi crescendo, evoluindo e ganhando apoiadores. Graças a parcerias pontuais, o primeiro parque do projeto “ALPAPATO, Anna Laura Parques Para Todos” já está pronto. O objetivo é que mais quatro sejam construídos por ano em várias cidades que tenham a demanda de locais acessíveis de lazer – todos abertos ao público.
reprodução alpapatoOs parques terão brinquedos inclusivos que podem ser usados por crianças com e sem deficiência.
O projeto traz consigo algo definido por seus criadores como um “novo conceito de acessibilidade”. Não se trata de inclusão, mas de integração. “O parque é para todos e pode ser aproveitado tanto por crianças com deficiência como por crianças sem deficiência”, explica Rudi. “Temos ainda a intenção de transformá-los em polos de atividades culturais e esportivas para pessoas com deficiência.”